Era uma vez…Fernando Pessoa

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A coleção «Contado às crianças adultas» nasceu numa tarde em que o autor foi visitado por Fernando Pessoa e, sentado diante do computador, fez, em poucas horas, uma síntese poética da vida e da obra do grande poeta. Começava aí uma grande aventura... Fernando Pessoa, a quem era cara a expressão «criança adulta» (alguém que não perde a inocência, apesar da maturidade, sabendo por isso ver novidade em tudo, como acontecia com o mestre Caeiro) perguntou depois: «Porque não abres também a porta a outros autores de língua portuguesa, que pertencem à nossa Pátria comum?» Pessoa foi, pois, o padrinho desta coleção. E vieram de enxurrada Camões, Fernão Mendes Pinto, o Pe. António Vieira, Bocage, Antero de Quental, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Florbela Espanca, José de Alencar, Sophia de Mello Breyner Andresen, Carlos Drummond de Andrade, José Craveirinha, Eugénio Tavares, e tantos outros, unindo Portugal, Brasil e países africanos de língua portuguesa... (…) Tendo um carácter pedagógico e servindo para sensibilizar as escolas para a riqueza do nosso património literário de língua portuguesa, a coleção interessa também ao grande público. Importa, num mundo cada vez mais globalizado, afirmar a nossa identidade, a nossa especificidade, e para isso nada melhor do que divulgar, em prosa poética, alguns dos nomes que mais ajudaram a engrandecer o nosso idioma, que era e é a Pátria de Pessoa.

(Neste texto da contracapa do livro Fernando Pessoa é apresentado como o padrinho da coleção «Contado às crianças adultas». Ele é que abriu caminho, misteriosamente, para uma viagem por vários autores de língua portuguesa... E o autor, pai da coleção, ao mesmo tempo que materializava a vontade do poeta dos heterónimos, assistia ao espetáculo deslumbrante de vidas e de obras a desfilarem diante de si... Até que ponto os autores da coleção, de Portugal, do Brasil, de países africanos de língua portuguesa, não são uma espécie de heterónimos póstumos de Fernando Pessoa? O facto é que ele continua a «jogar à literatura» lá em cima nas estrelas, para onde partiu num dia triste de novembro a que talvez não faltasse nevoeiro...)

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Era uma vez…Fernando Pessoa,

Prelo,

2016.

Jorge Chichorro Rodrigues

 

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