Era uma vez…Eça de Queiroz

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Na segunda metade de um século inovador, um país mantinha-se pobre, atrasado, fechado ao mundo, apesar de ter tido um passado glorioso. Foi então que, num canto do pequeno retângulo, que era a sua forma, nasceu aquele que veio a ser um grande escritor, renovador da língua e genial pintor – com traços realistas - dos seus defeitos e das suas fraquezas. Graças a ele, o país pôde ver-se retratado, e pôde conhecer-se melhor, aproximando-se, até um certo ponto, do mundo «civilizado».

Mas, compreendeu o escritor ao longo de uma vida muito viajada, e depois de estar a viver no centro da «civilização», que afinal há outros valores para além do progresso, das máquinas, e da ciência – há o mundo do Espírito, que estava bem vivo nas suas raízes. Dirigindo para lá o olhar, já no Inverno da vida, comoveu-se à ideia de que afinal o seu país tinha riquezas, só percetíveis pelo coração, que lhe tinham passado completamente despercebidas.

(Neste texto da contracapa do livro faz-se referência ao papel fundamental desempenhado por de Eça de Queiroz para a renovação da língua e da literatura portuguesas; alude-se também à sua aproximação, no final da vida, às suas origens, que estavam no norte de Portugal.)

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Era uma vez…Eça de Queiroz,

Prelo,

2016.

Jorge Chichorro Rodrigues

 

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